“Pois quando sou fraco, então é que sou forte!” (II Coríntios, 12, 10)
a velha e irônica máxima: “dormir é para os fracos” (a reciproca é verdadeira?). então cá estou eu, varando madrugadas pela segunda vez. tentei analisar racionalmente os fatos e fiz as contas: há a possibilidade dessas lagrimas e reflexões serem apenas fruto de uma mera loucura dos meus hormônios femininos? pondero sobre as situações. a cabeça cheia. acendo a luz para quem sabe, acender a alma…
quando eu achava que me conhecia aí então é que desconheço-me. porque eu dava essa situação como acabada. os traumas, tudo bem, ainda continuo considerando em estágio de superação a cada dia.
cinco dias seguidos de noites com, quando não são pesadelos propriamente ditos, sonhos terrivelmente ruins. acordar de um sonho e não querer mais voltar a dormir. ver vultos. rejeitei todas as possibilidades. afinal, poderia se tratar apernas de um desequilíbrio nos horários de sono (preguiçosa que sou, durmi quase todas as tardes).
hoje assumi meu medo. medo. medo de dormir e ter experiencias negativas durante a noite. viver é lindo, mas a realidade já é, por vezes, complicada. não viver isso também em meus sonhos. assustadora e felizmente, assumo, em lagrimas. pois tenho para mim que assumir um defeito - que seja ele o medo - é o primeiro passo para a superação.
tudo é uma questão de saber lidar. vê-lo de forma diferente. afinal é superável e se trata de um estado, e não de permanência!
volto a tentar dormir às 07 da manhã depois de me encontrar com meus fantasmas interiores às 2 da madrugada na certeza de que: do mesmo jeito que a decisão é parte da solução dos problemas, acordar é a solução do pesadelo. para a frequência deles e das demais inseguranças, estarei em busca da solução, desde já. e, modéstia à parte, na certa, encontrarei pois conto com a ajuda dos meus próprios sherlock holmes - por causa de um deles digito devagar, agora dorme do meu lado na minha cama desconfortável e apertada: depois das lagrimas e de ficar acordada comigo até 4:50h jogando papo fora sobre vampiros, romances e pessoas.
Ana Luíza Barcelos